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Deputado Eli Borges defende Dia Nacional do Cristão

“Que esta data seja um dia de unidade da Nação”, defendeu Eli Borges ao falar sobre a instituição do Dia Nacional do Cristão

Nesta manhã (5), a Comissão de Direitos Humanos e Minorias realizou audiência pública para tratar sobre a instituição do Dia Nacional do Cristão. O evento aconteceu a pedido do deputado federal Eli Borges (Solidariedade-TO). O parlamentar considerou o encontro como um importante e histórico momento para reafirmar os valores cristãos, como a fé e o amor, e pontuou qual deve ser o posicionamento do parlamento ao tratar a Igreja.

“Nesse parlamento a Igreja não é partido político. A Igreja não tem lado político. Qual é então o lado que a Igreja fica?  A Igreja vai sempre ficar do lado daqueles que defendem a vida e lutam contra o aborto. A Igreja sempre vai ficar do lado daqueles que defendem a família nos moldes da criação e da ciência sem nunca discriminar aqueles que fazem opções paralelas que sempre tiveram o nosso respeito”, afirmou.

Durante as exposições os convidados comemoraram a apresentação do Projeto de Lei 2832/21, da deputada Dra. Soraya Manato (PSL-ES), do qual o deputado é coautor, e que cria o Dia Nacional do Cristão. A ideia é a data seja celebrada anualmente no primeiro domingo de junho.

A autora da proposta agradeceu o deputado Eli Borges pelo início das discussões e contou como a ideia do projeto surgiu.

“Na realidade, fiz esse projeto a pedido de nada, mais nada menos do que o presidente Jair Messias Bolsonaro. Foi ele que me pediu para fazer esse Projeto de Lei do Dia Nacional do Cristão. Na vinda dele ao Espírito Santo há três meses, em São Mateus, antes do evento maior tivemos a reunião de pastores e ele no final falou: ‘Soraya você podia fazer esse projeto. Então, está aí o projeto, a gente colocou esse projeto no papel. Hoje estamos nessa audiência pública. É um projeto simples, mas é um projeto muito importante para todos nós cristãos”, revelou a deputada.

Dentre os expositores o bispo e pastor Robson Rodovalho, presidente do Conselho Nacional dos Conselhos de Pastores do Brasil (CONCEPAB), falou sobre a relevância da criação da data para o regaste do cristianismo e seu papel junto à democracia.

“Não existe nação democrática com sustentação sem a base do cristianismo. As nações que sustentam a democracia, que tem democracia sólida, consolidada são nações de raízes cristãs. Quer seja protestante, pelo menos católico, as demais nações que não têm essa raiz elas não conseguem implantar uma democracia. Talvez por falta desses valores de dar ao próximo o que você quer a si mesmo, de amar ao seu próximo o que foram os ensinamentos maiores de Jesus Cristo. Então, é muito importante termos esse dia de referência para que nossos filhos, netos saibam o que é ser cristão”, concluiu.

O arcebispo metropolitano de Palmas, Dom Pedro Brito Guimarães, manifestou apoio à inciativa.

“É um sinal (a instituição da data) de que nós existimos, que temos valor, bandeira, compromisso, missão; que esse Dia do Cristão possa mexer com as estruturas de todo mundo,  para que a gente se comprometa com aquilo que é do coração de Cristo”, pontuou.

Outra importante colaboração foi a do pastor Haberty Carvalho, membro da Assembleia de Deus.

“O cristão, enquanto cidadão, deve ter o seu dia celebrado, a fim de reafirmar suas origens e propósitos. Em um ano de no mínimo 365 dias, em um contexto de centenas de datas, é no mínimo razoável que se institua o Dia Nacional do Cristão”, defendeu o pastor.

Josimar Francisco da Silva, presidente do Conselho de Pastores Evangélicos do Distrito Federal (COPEV/DF), também concordou com a criação do Dia Nacional do Cristão e destacou que as igrejas tem tido papel fundamental no atendimento dos que necessitam.

“A nação brasileira agradece às igrejas porque a igreja tem ido a lugares que ninguém tem ido. O Dia do Cristão é um dia justo, é um dia que temos que celebrar”, afirmou o presidente do COPEV/DF.

O mesmo foi apontado pelo representante da Igreja Batista Nova Canaã Paulo César Lima Gomes.

“Os cristãos são com certeza hoje o povo que mais faz assistência social, socorro à população. As igrejas, independente das denominações, são restauradoras de famílias, humanos e tem papel fundamental na nação brasileira”, observou.

Dados do IBGE mostram que 87% da população se define como cristã.

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