Deputado federal do PL/TO afirma que escola ultrapassou limite cultural e atacou valores cristãos e familiares.
O plenário da Câmara dos Deputados foi palco de um contundente pronunciamento do deputado federal Eli Borges (PL/TO). Em um discurso marcado pela defesa intransigente dos valores conservadores, o parlamentar direcionou duras críticas à escola de samba Acadêmicos do Grande Rio por sua performance no Carnaval deste ano. Para o deputado, o resultado da agremiação — que terminou na última colocação — é um reflexo direto de uma narrativa que, sob o manto da cultura, teria provocado e desrespeitado a base da sociedade brasileira.
Afronta aos valores familiares
Borges enfatizou que o respeito à fé e à família não deve ser encarado como uma opção, mas como um fundamento da nação. Segundo o parlamentar, o desfile ultrapassou a liberdade de expressão artística para entrar no campo do ataque frontal ao segmento religioso, tanto católico quanto evangélico. Ele defendeu a manutenção da família judaico-patriarcal, classificando-a como a estrutura essencial para a formação do caráter humano e a preservação dos princípios bíblicos que regem a maioria da população.
Fenômeno da “Bibliofobia” latente
Durante sua fala, o deputado rebateu as pautas frequentes da esquerda sobre homofobia, argumentando que existe uma inversão de prioridades no debate público. Eli Borges cunhou termos como “bibliofobia” e “cristofobia” para descrever o que considera ser uma perseguição sistemática às igrejas. Para o parlamentar, o silêncio diante de ataques aos símbolos cristãos contrasta com a militância agressiva em outras áreas, criando um cenário de desequilíbrio e desrespeito profundo com a fé alheia.
Críticas ao governo federal
O discurso também alcançou o Poder Executivo. Ao mencionar as recentes tentativas de aproximação do presidente Lula com o eleitorado evangélico, Borges foi cético. Ele ironizou a postura governamental, afirmando que a igreja possui princípios inegociáveis de defesa da vida e da liberdade. O deputado reiterou que o segmento não se deixará seduzir por discursos políticos que, na prática, permitem ou silenciam diante de “aberrações” que destroem os valores conservadores da sociedade.
Fiscalização dos recursos públicos
Por fim, o parlamentar levantou questionamentos sobre o financiamento do espetáculo. Borges exigiu transparência sobre o montante de dinheiro público investido no desfile, sugerindo a ocorrência de propaganda antecipada e a promoção indevida de personagens políticos. Ele finalizou sua fala cobrando uma postura firme da justiça brasileira para investigar se o erário foi utilizado para financiar conteúdos que, em sua visão, confrontam diretamente a cultura e a religião da maioria dos brasileiros.


























