Chuvas aumentam perigos no meio rural com uso indevido de máquinas e cercas elétricas

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Chuvas aumentam perigos no meio rural com uso indevido de máquinas e cercas elétricas

Especialistas orientam produtores do Tocantins sobre os perigos da interação entre maquinário pesado, cercas e a rede elétrica sob solo encharcado.

O cenário de produtividade no Tocantins ganha contornos de preocupação com a chegada do período chuvoso. A combinação de solo encharcado, ventos impetuosos e a alta incidência de descargas atmosféricas cria um ambiente de risco elevado para quem lida com a terra. A mensagem das autoridades e da concessionária de energia é clara: a natureza não avisa, e a prevenção é a única ferramenta capaz de evitar fatalidades em áreas abertas, onde a rede elétrica se torna mais vulnerável a incidentes.

Atenção ao maquinário pesado

A movimentação de colheitadeiras, tratores e pulverizadores de grande porte exige agora mais do que habilidade técnica; requer um planejamento estratégico de rota. A altura desses equipamentos é um fator crítico, e a proximidade com a fiação pode ser fatal mesmo sem o toque direto, devido à formação de arcos elétricos. Especialistas advertem que estacionar sob a rede ou realizar o carregamento de caminhões próximo a estruturas elétricas são práticas que devem ser abolidas para garantir a integridade dos operadores.

Cuidados com cercas elétricas

As cercas, fundamentais para o manejo do gado, tornam-se condutores perigosos se não estiverem em conformidade técnica. O uso de equipamentos apropriados, sinalização visível e, principalmente, um aterramento eficiente são itens inegociáveis. Durante as tempestades, uma cerca mal instalada pode transformar um perímetro de segurança em uma armadilha de alta voltagem, colocando em risco tanto a vida humana quanto o patrimônio pecuário do produtor rural.

Preservação da rede elétrica

Pequenas ações cotidianas no campo também entram no radar de segurança. É vital garantir que os jatos dos sistemas de irrigação jamais atinjam os cabos de energia, assim como manter distância rigorosa dos “estais” — os cabos de aço que sustentam os postes. O manejo do fogo através de queimadas próximas à rede e a remoção indevida de suportes estruturais são condutas que comprometem a estabilidade do fornecimento e a segurança de toda a região.

Protocolo em emergências críticas

Caso ocorra uma colisão contra postes ou o enrosco de máquinas na fiação, o instinto de fuga pode ser o maior inimigo. A orientação técnica é que o condutor permaneça dentro da cabine — que funciona como uma gaiola de proteção isolante — e acione imediatamente o Corpo de Bombeiros e a distribuidora. Sair do veículo antes do desligamento confirmado da rede pode resultar em choque fulminante ao tocar o solo. Em situações de cabos rompidos no chão, a regra é única: isolar a área e não se aproximar sob hipótese alguma.

Monitoramento e resposta rápida

Para enfrentar os desafios climáticos, a Energisa Tocantins opera sob um rigoroso plano de contingência. Do Centro de Operação Integrado (COI), em Palmas, o sistema é monitorado 24 horas, permitindo que equipes estrategicamente posicionadas cheguem a locais de difícil acesso em tempo recorde. Segundo Luciana Santos Teixeira, coordenadora de Segurança, a estrutura operacional foi reforçada para responder a quedas de árvores e alagamentos, garantindo que o suporte técnico acompanhe a urgência que o campo exige.

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