"Vou trabalhar para que as quebradeiras de coco sejam ouvidas em Brasília", diz Fábio Vaz

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“Vou trabalhar para que as quebradeiras de coco sejam ouvidas em Brasília”, diz Fábio Vaz

Em visita à comunidade do Pequizeiro, em Axixá, pré-candidato defende educação e anuncia proposta de criar um centro profissionalizante voltado às mulheres do Bico do Papagaio.

O som do coco sendo quebrado, as mãos marcadas pelo trabalho e a organização construída pelas próprias mulheres receberam Fábio Vaz (REP) no povoado Pequizeiro, em Axixá do Tocantins. Em uma roda de conversa na sede da Associação das Quebradeiras de Coco Babaçu, o pré-candidato a deputado federal preferiu ouvir antes de falar. Sentou ao lado das trabalhadoras, conheceu suas histórias, anotou demandas e saiu com um compromisso: ajudar a fazer com que essas mulheres tenham mais espaço nas políticas públicas e nas decisões tomadas em Brasília.

Tradição e economia local

Recebido pela presidente da associação, Maria Divina Carvalho, Fábio percorreu, ao lado da esposa, Ana Paula, a fábrica de beneficiamento do mesocarpo do babaçu. Acompanhou cada etapa da produção, ouviu como funciona a comercialização e conheceu uma atividade que movimenta a economia local e preserva um patrimônio cultural do Tocantins.

Centro profissionalizante e qualificação

Da visita nasceu uma proposta. Fábio pretende defender a criação de um centro profissionalizante voltado às mulheres e às famílias das quebradeiras de coco do Bico do Papagaio. A ideia é reunir qualificação profissional, formação técnica e incentivo à geração de renda em um espaço pensado para fortalecer quem já mantém viva essa tradição. “A educação transforma realidades. Foi nela que construí minha trajetória e acredito que ela também pode abrir novos caminhos para essas mulheres. Quero trabalhar para que elas tenham mais oportunidades, mais acesso à qualificação e melhores condições de ampliar aquilo que já fazem com tanta competência”, afirmou.

Representação forte em Brasília

Para Fábio, falta hoje uma representação permanente das quebradeiras de coco no Congresso Nacional. Por isso, assumiu o compromisso de defender as pautas do segmento, buscar recursos para fortalecer a associação e ampliar o acesso a políticas públicas voltadas às comunidades tradicionais. “Vou trabalhar para que as quebradeiras de coco sejam ouvidas em Brasília. Quero colocar minha experiência como gestor público e como educador a serviço dessa causa, buscando recursos, abrindo portas e ajudando a transformar as necessidades dessas mulheres em políticas públicas”, disse.

Recursos e preservação cultural

Além da proposta do centro profissionalizante, o pré-candidato afirmou que pretende destinar emendas para apoiar projetos da associação nas áreas de educação, infraestrutura e geração de renda. Também defendeu ampliar o acesso das quebradeiras aos instrumentos de preservação do patrimônio cultural, aproveitando o reconhecimento da atividade para fortalecer iniciativas ligadas ao Sistema Nacional de Cultura e ao Sistema Nacional do Patrimônio Cultural.

Aproximação do poder público

Para a presidente da associação, Maria Divina Carvalho, o encontro representa uma oportunidade de aproximar o poder público de uma realidade construída diariamente pelas mulheres da comunidade. “Estamos reunidas aqui para te ouvir e para sermos ouvidas. Nossa associação está montada e organizada. Agora contamos com o apoio e o compromisso do poder público para melhorias estruturais e projetos que possam colaborar com a nossa atividade e produção”, disse.

Protagonismo e união comunitária

Ao deixar o povoado, Fábio elogiou a organização das quebradeiras de coco e afirmou ter encontrado um exemplo de protagonismo feminino construído a partir da união da comunidade. “Essas mulheres já fizeram a parte delas. Estão organizadas, produzem, empreendem e sabem o que precisam. O papel de quem representa o povo é criar as condições para que esse trabalho cresça. É isso que quero ajudar a construir”, finalizou.

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