O resgate da vítima em um trecho fora do circuito turístico oficial reforça o alerta das autoridades sobre os perigos de banhos em pontos sem a presença de guarda-vidas.
O domingo (12) terminou de forma trágica para os frequentadores e moradores do município de Peixe, no sul do estado. O corpo do jovem Alessandro Souza foi localizado no Rio Tocantins por um mergulhador na noite de ontem, após ter desaparecido enquanto se banhava. O trágico incidente mobilizou equipes de socorro e voluntários, que encerraram as operações de resgate imediatamente após a recuperação da vítima, cujo corpo estava submerso a apenas 15 metros do ponto exato onde submergiu.
Retificação do local
Nas primeiras horas após o ocorrido, informações preliminares divulgadas por testemunhas indicavam que o afogamento teria acontecido na Praia da Tartaruga, um dos pontos turísticos mais movimentados e conhecidos da região sul. Contudo, o Corpo de Bombeiros corrigiu formalmente a informação geográfica do acidente. A corporação precisou que a fatalidade, na verdade, ocorreu em uma área não oficializada para banho, localizada aproximadamente quatro quilômetros abaixo do complexo turístico principal da praia.
Operação de resgate
As ações de busca e salvamento foram iniciadas de forma imediata assim que os militares foram acionados por banhistas que presenciaram o sumiço do rapaz no período da tarde. O protocolo de atuação concentrou-se em uma varredura minuciosa, tanto na superfície quanto de forma subaquática, acompanhando o fluxo da correnteza do rio abaixo do ponto indicado. O esforço culminou por volta das 21h, quando o mergulhador voluntário obteve sucesso na localização. Após o resgate, a vítima foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização dos exames periciais cabíveis antes de ser entregue aos familiares.
Riscos e prevenção
A perda precoce do jovem reacendeu um alerta recorrente emitido pelas forças de segurança pública do Tocantins sobre os perigos invisíveis que o leito do rio esconde, principalmente em trechos que não contam com o monitoramento de profissionais. A ausência de sinalização tática e de guarda-vidas em praias informais eleva drasticamente o risco para os banhistas. O cenário evidencia a urgência de uma maior conscientização por parte da população e, paralelamente, da intensificação de fiscalizações preventivas promovidas pelas gestões municipais, especialmente durante a alta temporada de veraneio no estado.


























