Em forte posicionamento de liderança nacional, o deputado federal e pré-candidato ao Senado Federal, Eli Borges, mobiliza clérigos e fiéis de todo o país contra a subjetividade jurídica do Projeto de Lei 896/2023, defendendo que o avanço açodado da proposta ameaça a liberdade de expressão e as pregações bíblicas nos púlpitos brasileiros.
A tramitação política nos bastidores do Congresso Nacional atingiu níveis de extrema ebulição com a recente aprovação do regime de urgência para o Projeto de Lei 896/2023 no plenário da Câmara dos Deputados. O mecanismo regimental acelerou de forma drástica o andamento da proposta, que busca equiparar juridicamente a misoginia aos crimes de racismo previstos na Lei nº 7.716/1989. Ao pular o escrutínio detalhado das comissões temáticas, o texto seguiu direto para a pauta de votações globais. Diante de intensas pressões ideológicas e do ritmo frenético imposto pela Mesa Diretora, o deputado federal e pré-candidato ao Senado, Eli Borges (Republicano-TO), despontou como a principal barreira de oposição, ativando uma ampla rede de diálogo com pastores, padres, bispos e apóstolos de todo o território brasileiro, evidenciando que a busca açodada por novas tipificações penais pode colidir frontalmente com garantias constitucionais históricas se o texto final carecer de precisão técnica.
Atropelo nos ritos
A imposição do rito de urgência atua exclusivamente como um catalisador temporal, suprimindo o amplo debate que tradicionalmente ocorreria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), colegiado encarregado de examinar e lapidar os aspectos constitucionais e a técnica legislativa das matérias. Contando com o endosso da maioria do plenário, a relatora do projeto, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), expressou o firme propósito de submeter o mérito da proposta ao veredito final dos parlamentares antes do recesso de julho. Em contrapartida, Eli Borges elevou o tom das críticas contra o esvaziamento das fases tradicionais de discussão na Casa de Leis. Consolidando sua posição estratégica e acumulando capital político em sua caminhada rumo ao Senado Federal, o congressista atua firmemente para conter o avanço de uma redação que considera excessivamente apressada e repleta de inseguranças jurídicas.
Severidade das punições
Idealizado na sua origem pela ex-senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) e referendado previamente pelo Senado, o PL 896/2023 introduz modificações severas no ordenamento penal do país. O núcleo do projeto consiste em enquadrar a misoginia — delimitada no texto como qualquer manifestação, indução ou incitamento à discriminação e ao menosprezo em razão do gênero feminino — nas rigorosas balizas impostas aos crimes raciais. Caso a proposta receba a sanção do Executivo sem alterações estruturais, tais condutas se transformarão em crimes inafiançáveis e imprescritíveis, sujeitando os acusados a penas de reclusão que variam de dois a cinco anos, além de sanções financeiras. Embora os argumentos em defesa da matéria estejam alicerçados no combate aos discursos de ódio em ambientes digitais e à violência política de gênero, Eli Borges adverte que a adoção de uma norma penal de conceitos abertos representa um flanco perigoso para o arbítrio estatal.
Vulnerabilidade nos templos
O ponto mais sensível do alerta emitido por Eli Borges reside no que ele aponta como a extrema “subjetividade” embutida no texto da legislação. O parlamentar e pré-candidato sustenta que o dispositivo utiliza balizamentos demasiadamente amplos e deixa de estabelecer balizas claras, gerando uma névoa terminológica que abre caminho para interpretações de cunho ideológico por parte de autoridades policiais, promotores de Justiça e magistrados. Sob essa perspectiva, pregações fundamentadas na leitura literal de escrituras sagradas milenares — incluindo passagens do livro de Gênesis e das Epístolas aos Coríntios, Efésios e Timóteo — correm o risco real de serem descontextualizadas e tratadas como crimes fora do ambiente de culto. “As pessoas não querem colocar contexto nos textos que leem, e é aí onde mora o perigo, porque a lei é subjetiva; ela não define regras claras”, ponderou o deputado em manifestação oficial dirigida ao país.
Equilíbrio e suficiência
Ao rebater com veemência as críticas de setores opositores, o representante do Tocantins fez questão de exaltar o papel de relevância histórica e a dignidade das mulheres nas narrativas bíblicas, resgatando a trajetória de liderança, autoridade e governança da juíza Débora, além de reafirmar a igualdade plena promovida pelos ensinamentos da teologia cristã. Em sua análise técnica, Eli Borges reiterou que o sistema de leis brasileiro e o Código Penal em vigor já dispõem de ferramentas robustas, punindo com eficácia os crimes de preconceito, difamação, injúria e quaisquer atos de violência doméstica ou de gênero. Partindo dessa premissa jurídica, ele classifica a instituição de uma nova figura penal abrangente e imprecisa como um “absurdo” técnico que despreza a ciência do direito e põe sob ameaça a liberdade de expressão de famílias e casamentos tradicionais.
Poder de mobilização
A postura enérgica adotada por Eli Borges nos debates da Câmara dos Deputados acabou por ecoar e dar tração às preocupações manifestadas por outras lideranças do bloco de oposição, a exemplo das deputadas Bia Kicis e Julia Zanatta, bem como do senador Eduardo Girão. Essa pressão conjunta acabou por forçar a relatora do projeto a sinalizar com a inclusão de dispositivos protetivos que buscam salvaguardar formalmente as liturgias e a liberdade de culto. O deputado tocantinense, contudo, mantém-se cético, argumentando que proteções puramente textuais podem se mostrar insuficientes diante do peso jurídico do crime de racismo e do risco de bloqueios digitais imediatos impostos por plataformas de redes sociais. Demonstrando força e relevância política em sua agenda majoritária, Eli Borges concluiu seu chamamento conclamando fiéis e clérigos a pressionarem os parlamentares de seus estados, exigindo a preservação intransigente das liberdades religiosas asseguradas pela Carta Magna.


























