Durante sessão legislativa, vereador Paulo Sérgio demonstrou preocupação com notificações da Energisa e propôs audiência pública para discutir medidas de proteção às famílias residentes.
Na sessão mais recente da Câmara Municipal de Formoso do Araguaia, o presidente da Casa, vereador Paulo Sérgio, trouxe à tona uma preocupação urgente: a possível notificação de dezenas de famílias que vivem na Avenida José Soares, desde a propriedade do senhor Osório até a última chácara na Baixada. Segundo informações recebidas pelo parlamentar, a concessionária de energia Energisa planeja notificar moradores que residem debaixo da rede elétrica da região.
Área doada, não invasão
O vereador ressaltou que a área não se trata de uma ocupação irregular, mas sim de uma área doada no passado. “Estamos diante de uma situação muito delicada. Não podemos permitir que essas famílias sejam tratadas como invasoras quando, na verdade, receberam o espaço de forma legítima”, destacou Paulo Sérgio.
Impacto para 79 famílias
O presidente explicou que 79 famílias vivem atualmente na localidade, número confirmado após visita pessoal feita por ele à comunidade. São 79 propriedades que podem ser alvo de notificações extrajudiciais, trazendo insegurança e apreensão aos moradores.
Estrutura consolidada e em expansão
A região, segundo levantamento do vereador, possui uma ampla estrutura social e econômica: uma escola, uma oficina de motos, duas borracharias, uma torneadora, uma máquina de arroz, três bares, além de igrejas e construções particulares ainda em andamento. Também abriga o campo de futebol do setor Aliança e até uma base da Sannyatins. “Estamos falando de um espaço consolidado, com moradias de qualidade e estabelecimentos que movimentam a comunidade”, reforçou.
Risco de prejuízos irreparáveis
Para Paulo Sérgio, um eventual processo de desapropriação seria devastador. “Antes, aquilo era uma região largada, onde só se acumulava lixo e entulho. Hoje, é um bairro vivo, com famílias que investiram em suas casas e construíram uma vida ali. Retirar essas pessoas seria um prejuízo enorme, humano e social”, afirmou.
Proposta de audiência pública
Diante do cenário, o presidente convidou os demais vereadores a unirem forças e propôs a realização de uma audiência pública na Câmara Municipal. A intenção é reunir representantes da população, o Poder Executivo e a própria Energisa para discutir alternativas que garantam segurança jurídica e social às famílias.
Compromisso com a comunidade
“Fomos eleitos para defender as demandas do nosso povo. Essa é mais uma batalha que precisamos enfrentar com coragem e união. Não podemos permitir que 79 famílias sejam prejudicadas dessa forma”, concluiu o presidente da Câmara.
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