Decisão de Sanderley Ramos causa indignação ao priorizar despesa elevada com ajustes administrativos enquanto 13 servidores enfrentam demissões inesperadas em pleno fim de ano.
A postura do presidente da Câmara Municipal de Figueirópolis, Sanderley Ramos, gerou forte repercussão entre os servidores e a comunidade. Às vésperas do Natal, período marcado pela sensibilidade e pelo esforço das famílias para se organizarem financeiramente, o presidente decidiu demitir 13 funcionários alegando necessidade de cortar gastos. A medida inesperada deixou trabalhadores inseguros e abalados emocionalmente, muitos deles responsáveis pelo sustento de suas famílias.
Corte nos postos de trabalho contrasta com gasto elevado
Enquanto servidores eram desligados para, segundo o presidente, “enxugar despesas”, outro movimento dentro da própria Casa chamou ainda mais atenção. A Câmara autorizou o pagamento de R$ 45 mil para realizar uma simples mudança no Regimento Interno — um valor considerado excessivo e desproporcional ao tipo de serviço, que envolve ajustes internos de organização e normatização dos procedimentos legislativos.
Prioridades que levantam questionamentos
A decisão de investir um montante tão significativo em um serviço administrativo, ao mesmo tempo em que demite trabalhadores por suposta necessidade de economia, gerou críticas e abriu questionamentos sobre prioridades e responsabilidade no uso dos recursos públicos. Para muitos servidores e cidadãos, a mensagem transmitida é de que a gestão está desconectada das necessidades reais da população e da própria equipe que mantém a Casa funcionando diariamente.
Alternativas mais econômicas foram ignoradas
Servidores apontam que a Câmara poderia ter adotado caminhos mais inteligentes e econômicos para a atualização do Regimento Interno. Entre as alternativas estavam: utilizar a equipe técnica já disponível na Casa, contratar consultorias mais acessíveis ou buscar apoio de outras câmaras municipais que frequentemente realizam trabalhos semelhantes sem custos tão elevados. Opções que preservariam o orçamento sem sacrificar empregos em um momento tão delicado do ano.
Confiança pública em jogo
Quando se trata do uso do dinheiro público, espera-se coerência, prudência e sensibilidade social. Medidas como cortes de servidores e contratações de serviços de alto custo, especialmente quando ocorrem simultaneamente, afetam diretamente a credibilidade da instituição. Em uma época que simboliza solidariedade e empatia, a postura adotada pela presidência da Câmara deixou servidores e comunidade perplexos, reforçando a sensação de que a gestão poderia ter buscado alternativas mais humanas e responsáveis.
Tentativa de contato
A reportagem do Portal do Amaral tentou contato com o presidente da Câmara, Sanderley Ramos, para esclarecer os fatos, porém não obteve retorno. O espaço permanece aberto para eventual manifestação ou esclarecimento por parte do presidente.


























