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Polícia Civil faz ação de conscientização sobre violência contra a pessoa idosa e deficiente no Norte do estado

Palestra ministrada pelo delegado-regional Fernando Rizério no Norte do Estado.

Com a proposta de aproximar o efetivo policial das ações comunitárias de combate à violência doméstica, a Polícia Civil, por meio da Delegacia Regional de Araguaína, no Norte do Estado, realizou ação de conscientização sobre violência contra grupo vulnerável nesta quinta-feira, 13, em Muricilândia, a 434 quilômetros de Palmas. A ação se deu através da palestra “Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa e Deficiente”, ministrada pelo delegado-regional Fernando Rizério Jayme.

Segundo o delegado, a participação da Polícia Civil em eventos comunitários e promovidos pelo Poder Público reforçam a proximidade da comunidade com as forças de segurança. “Muitas vezes, por medo, ou até mesmo incapacidade, as vítimas não denunciam as agressões. Neste caso, é muito importante que demais parentes, vizinhos e amigos, ao perceber algo diferente na conduta das vitimas ou outros indícios de violência, procurem a unidade policial ou busquem o disque-denúncia e relatem as suspeitas. Havendo a necessidade, nossas equipes preservam o anonimato do informante”, afirmou.

Tocantins

Dados da Delegacia Especializada de Proteção ao Idoso – DEPI, de Palmas, em 2018, demonstram.que foram instaurados 11 inquéritos policiais, concluídos e remetidos ao Judiciário. Além disso, foram registrados 179 Boletins de Ocorrência, 18 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO), 82 Verificações da Procedência das Informações (VPI), 51 atendimentos do Serviço Social e 88 denúncias via telefone.

De acordo com a delegada Heloísa Helena Freire Godinho, até 07 de junho de 2019 a delegacia já instaurou 10 inquéritos, sendo 04 concluídos e remetidos ao Judiciário, 144 Boletins de Ocorrência, 96 VPI´s, 22 atendimentos do Serviço Social e 66 denúncias.

A população tem a sua disposição os telefones Disque 100 e o 3218.6891, como também o e-mail [email protected] para formalizarem a sua denuncia de delitos que vitimem pessoa idosa. “Ressaltamos que preservamos o anonimato do denunciante. Frisamos ainda que cuidar e proteger a pessoa idosa é respeitar o nosso futuro”, afirmou.

Brasil

De acordo com o levantamento divulgado na última terça-feira,11, pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, em 2018, o Disque 100 registrou um aumento de 13% no número de denúncias sobre violência contra idosos, em relação ao ano anterior. De acordo  com o órgão, o serviço de atendimento recebeu 37.454 notificações, sendo que a maioria das agressões foi cometida nas residências das vítimas (85,6%), por filhos (52,9%) e netos (7,8%).

Quanto à faixa etária, os dois perfis que predominam são de pessoas com idade entre 76 e 80 anos (18,3%) e entre 66 e 70 anos (16,2%). O relatório também destaca que quase metade das vítimas (41,5%) se declarou branca, 26,6% eram pardas, 9,9% pretas e 0,7% amarelas. As vítimas de origem indígena representam 0,4% do total. As violações mais comuns foram a negligência (38%); a violência psicológica (26,5%), configurada quando há gestos de humilhação, hostilização ou xingamentos; e a violência patrimonial, que ocorre quando o idoso tem seu salário retido ou seus bens destruídos, que representa 19,9% dos casos.

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