Em entrevista exclusiva, a pré-candidata detalha estratégias para endurecer o combate ao feminicídio e otimizar a gestão hospitalar através da desburocratização.
A cena política do Tocantins ganha novos contornos com as recentes declarações de Luana Nunes. Em entrevista concedida nesta segunda-feira, 6, ao programa Tribuna do Povo (Rádio 104,9 FM), em Gurupi, a pré-candidata à Câmara Federal apresentou uma visão crítica e propositiva sobre os gargalos do estado. Com um discurso pautado pela experiência técnica e sensibilidade social, Luana sinaliza que sua plataforma legislativa priorizará o binômio segurança feminina e eficiência na saúde pública.
Rigor contra a violência
Para Luana, o atual sistema de proteção à mulher, embora conte com instrumentos como as medidas protetivas judiciais, ainda apresenta lacunas perigosas. Ela argumenta que a legislação precisa ser mais severa para frear a reincidência criminal e os índices de feminicídio. A pré-candidata defende que a punição ao agressor deve ser efetiva e imediata, mas ressalta que o Estado precisa ir além, criando redes que garantam autonomia financeira e emocional para que as vítimas rompam definitivamente o ciclo de abuso.
Gestão em saúde moderna
Com bagagem na área de gestão, Nunes traz uma perspectiva técnica sobre o SUS e a administração hospitalar. Ela aponta que um dos maiores entraves do setor é a “judicialização da saúde”, fenômeno que sobrecarrega o sistema e os cofres públicos. Sua proposta envolve a modernização dos processos de contratação e uma drástica redução da burocracia, permitindo que o atendimento chegue à ponta com mais agilidade. Luana acredita que os parlamentares precisam dominar a fundo esses mecanismos para legislar com precisão.
Diálogo com o eleitor
A estratégia de pré-campanha da candidata está focada na proximidade com as bases. Ela planeja intensificar as viagens e o debate com a população, especialmente nas regiões Sul e Sudeste do Tocantins. Reconhecendo a competitividade do pleito federal, Luana Nunes enfatiza que o papel do cidadão é o de um observador atento, capaz de filtrar as promessas e escolher projetos que tenham viabilidade técnica e compromisso real com a transformação social.


























