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Estudo científico traz resultados sociais e novas estratégias de trabalho ao SUS visando a prevenção da Leishmaniose Visceral em caso de doação de sangue

Uma pesquisa científica denominada Leishmaniose como problema de Saúde Pública no Serviço de Hemoterapia na região Norte do Estado, novas estratégias relacionadas a Leishmaniose Visceral foram implementadas no Hemocentro de Araguaína, a fim de prevenir a captação de sangue de doadores possivelmente infectado pela doença. O estudo está sendo desenvolvido pelo Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS) tendo como agente executor o governo do Estado por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (Fapt) e conta com a Foto 02 - Helcileia Dias - Credito Wilson Rodrigues.JPGcoordenação do Ministério da Saúde e o gerenciamento Técnico e Administrativo do CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico.

“A pesquisa tem por objetivo determinar a prevalência da infecção por LV em população candidata a doação de sangue do Hemocentro de Araguaína – To. A coleta de sangue das amostras para a realização do estudo, ocorreu no período de agosto de 2016 a outubro de 2017 no intuito de apresentar dados que possa auxiliar na avaliação da necessidade ou não de estratégias de atenção à saúde relacionada à leishmaniose visceral”, explica a pesquisadora Prof.ª. Doutora em Medicina Veterinária, Bruna Alexandrino da UFT – Araguaína.

Para o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins, professor Dr Márcio Silveira, o papel da pesquisa cientifica é muito importante para a sociedade, pois acompanha com muito critério através do estudo e de metodologias a fim de desenvolver um trabalho de qualidade e propor ações de prevenção ao Sus.

Método

Segundo, a prof.ª. Dra em Ciências Veterinária, Helcileia Dias Santos da UFT – Araguaína, o estudo utiliza vários métodos de diagnóstico laboratorial tais como Imunofluorescência indireta, PCR (reação em cadeia da polimerase) e teste rápido, além de investigar possíveis fatores de risco para a leishmaniose visceral em que os clientes do serviço de doação de sangue estão expostos.

O diagnóstico sorológico identifica a positividade para a infecção por Leishmaniose infantum durante a triagem dos doadores e aponta o risco da transmissão da doença através de transfusão de sangue como possível. Na Localidade da pesquisa em questão não é possível afirmar casos de pessoas infectadas pela LV oriundas de transfusão de sangue, visto que o trabalho não objetivou monitorar os receptores de transfusão, possuindo como público alvo apenas os doadores de sangue. No entanto, dados preliminares demonstram que existiu o contato dos doadores com o agente causal da doença.

Custeio da Pesquisa

A pesquisa é custeada pelo PPSUS por meio de seleção de projetos oriundos de edital promovido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (Fapt), a qual se encontra em andamento desde 2018.

“O apoio financeiro tem sido fundamental para o desenvolvimento da pesquisa e sem a qual não seria possível a realização. O fomento obtido pelo PPSUS por meio da Fapt, em que foram destinados a aquisição de novos equipamentos e material de custeio que possibilita a equipe de pesquisa testar e implementar técnicas, avaliar métodos de diagnóstico”, ressaltou a pesquisadora Helcileia.

Autores da Pesquisa

A pesquisa está sendo realizado no Hemocentro de Araguaína – To (Hemorrede do Estado) desde 2018 com previsão para ser concluída em 2021 pela Prof.ª. Doutora em Medicina Veterinária, Bruna Alexandrino juntamente com a prof.ª. Doutora em Ciências Veterinária, Helcileia Dias Santos, Prof. Mestre em Sanidade Animal e Saúde Pública, Osmar Negreiros Filho e uma equipe multiprofissional que atua na Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia – EMVZ da UFT (Universidade Federal do Tocantins), campus Araguaína.

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