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Estudantes escrevem cartas com mensagens de apoio e enviam para a pacientes e servidores do HGP

Além de levar mensagem de carinho, iniciativa trabalha a escrita dos alunos e ensina sobre empatia e solidariedade. Pacientes do HGP não podem receber visita por causa do novo coronavírus.

Estudantes de uma escola estadual da capital escrevem cartas com mensagens de apoio, que são entregues no Hospital Geral de Palmas (HGP). O projeto ‘Cartas de Esperança’, criado por uma professora, leva incentivo e carinho aos servidores e pacientes da unidade, que não podem receber visitas por causa da pandemia do novo coronavírus.

Selvino Alves Oliveira recebeu uma mensagem escrita por um aluno. “Eu me senti muito feliz com a cartinha. Deu-me força para viver, confiança e fé em Deus. Agradeço muito”, comentou o paciente.

Segundo a Secretaria da Educação, Juventude e Esportes (Seduc), mais de 30 alunos do ensino médio da Escola Estadual Elisangela Glória Cardoso participam da ação.

O projeto foi desenvolvido pela professora Eliana Brito, que ministra aulas há 23 anos. Além de levar alegria e tornar mais leve a vida de pacientes e profissionais, a iniciativa ensina os alunos sobre empatia e solidariedade. Eles também melhoram a escrita.

“Aproveitando o período de pandemia da Covid-19, onde todos se encontram em situação de preocupação e indecisão de como tudo terminará, os alunos desse projeto demonstram empatia e agradecimento. Desenvolvo projetos que tenham como objetivos trabalhar a empatia e solidariedade nos estudantes. Eles participam como protagonistas”, comentou a professora.

Segundo a responsável pelo setor de humanização do HGP, Goiamara Borges, e a psicóloga Évora Melo, as cartinhas funcionam como um apoio emocional para pacientes. Sem receber visitas de parentes, muitos se sentem sozinhos.

“As cartas são escritas por alunos que desejam transmitir, através do papel, conforto, carinho e amor ao próximo. Nós da equipe de psicologia realizamos a leitura e a entrega destas cartas nas alas das unidades de internação e presenciamos o quanto elas fazem a diferença”, disse a psicóloga Évora Melo.

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