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Endividamento na Capital aumentou em setembro

A pesquisa que mede o endividamento e a inadimplência dos consumidores de Palmas (PEIC) obteve um resultado diferente no mês de setembro registrando um crescimento de 1,3% no número de endividados. Com relação a inadimplência, o porcentual se manteve o mesmo de agosto, 12,1%. Palmas se mantem acima das médias das capitais no nível de endividamento, mas positivamente, abaixo no nível de inadimplentes.

Apesar desse índice geral ter aumentado, 58,3% dos entrevistados consideram-se pouco endividados. Para a assessora econômica da Fecomércio, Fabiane Cappellesso, este cenário se deve ao tipo de dívidas e ao baixo índice de inadimplência. “Os consumidores têm uma sensação de terem poucas dívidas porque como em sua maioria conseguem pagar sem atrasos, as dívidas se tornam corriqueiras e fazem parte do dia a dia”, ressaltou. Mas ela alerta: “é imprescindível que as pessoas tomem cuidado e mantenham uma média de até 30% de sua renda familiar comprometidas com dívidas. Planejamento é fundamental”.

O ranking dos tipos de dívidas mais comuns continua sendo em primeiro lugar o cartão de crédito, seguido de financiamento de carro e carnês. Dentre os inadimplentes, 64,6% disseram ter condições “parcialmente” de pagar suas dívidas atrasadas.

A maioria dos entrevistados no Tocantins, 35,5%, disseram que seus atrasos variam entre 30 e 90 dias, resultando em uma média de 42,5 dias. Já com relação ao tempo de comprometimento com a dívida, 46,5% disseram ter dívidas que vão além de 1 ano. Por fim, 70,6% responderam que comprometem de 11 a 50% de sua renda familiar com dívidas. A média de comprometimento da renda familiar com dívidas ficou em 33,3%.

Dados nacionais

Na pesquisa nacional também foi percebido aumento no endividamento. Além disso, os indicadores de inadimplência acompanharam a alta do endividamento. O percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso passou a 24,5% em setembro contra 24,3% em agosto. O percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso, por isso permaneceriam inadimplentes, aumentou na comparação mensal, 9,6% em setembro contra 9,5% em agosto.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, destaca que, apesar do aumento nos atrasos, as famílias brasileiras se mostraram, na comparação anual, mais otimistas em relação à capacidade de pagamento: “A perspectiva de renda extra com os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ajuda a explicar esse resultado”.

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