Deputado federal pelo Tocantins afirma que a proposta não é para proteger políticos, mas sim a democracia e a independência dos poderes.
O deputado federal Eli Borges (PL/TO) utilizou as redes sociais e pronunciamentos públicos para esclarecer os motivos que o levaram a votar e defender a PEC da Blindagem. Segundo ele, a medida busca proteger a independência do Parlamento e assegurar que os representantes eleitos pelo povo possam exercer seu mandato sem pressões externas.
Em sua fala, o parlamentar fez uma analogia com a guerra. “Quando um soldado vai para o campo de batalha, ele precisa de blindagem para se defender. No Parlamento, é a mesma coisa. Sem essa proteção, o deputado fica exposto a ameaças e retaliações que comprometem a democracia”, afirmou.
Eli Borges destacou que parlamentares têm sido alvo de chantagens vindas tanto de setores do Judiciário quanto do Governo Federal, o que, segundo ele, enfraquece votações importantes para o país. “É a ameaça de cortar emendas, é a ameaça de processo. Assim, muitos projetos que o Brasil precisa acabam não sendo aprovados”, pontuou.
De acordo com o deputado, atualmente existe uma disparidade no tratamento entre bancadas ideológicas. “Cerca de 50 deputados de direita estão processados, enquanto nenhum de esquerda enfrenta processos semelhantes. Isso porque eles já têm a blindagem assegurada pelo Judiciário”, comparou.
A PEC da Blindagem, na visão de Eli Borges, não significa esconder ou proteger irregularidades, mas sim garantir a liberdade do voto consciente e secreto, assegurando que cada deputado possa decidir sem medo de perseguição. “O parlamentar pode divulgar seu voto se quiser, mas a blindagem garante independência para boas votações e preserva a democracia brasileira”, defendeu.
O deputado citou ainda o caso do ex-deputado Daniel Silveira, que, segundo ele, não teve a proteção de um voto livre e acabou sendo penalizado. Para Borges, situações como essa reforçam a necessidade de mecanismos que pacifiquem o cenário político nacional. “Essa blindagem é a defesa da democracia, não de bandidos. É a chance de o Parlamento votar projetos de interesse do povo sem interferências indevidas”, concluiu.


























