Presidente Amélio Cayres lidera articulação entre parlamentares e sindicatos para viabilizar pagamento de R$ 1.200 por meio da derrubada de veto governamental.
Em um movimento estratégico para destravar benefícios financeiros destinados aos servidores públicos do Tocantins, o presidente da Assembleia Legislativa (Aleto), deputado Amélio Cayres (MDB), conduziu uma reunião decisiva na tarde desta terça-feira, 12. O foco central do encontro foi a viabilização da Medida Provisória nº 17/2026, que prevê o pagamento de indenizações no valor de R$ 1.200 a diversas categorias do estado, buscando uma solução que una legalidade e justiça social.
Articulação Política e Consenso
O diálogo contou com a presença dos deputados Valdemar Júnior, Olyntho Neto, Professor Júnior Geo e Jorge Frederico. O grupo parlamentar, em sintonia com os anseios das categorias, busca validar o acordo previamente estabelecido entre o Palácio Araguaia e o funcionalismo. A percepção unânime entre os legisladores é de que a vontade política existe, restando agora a superação de barreiras burocráticas para que o recurso chegue efetivamente ao bolso do trabalhador.
O Caminho Jurídico Necessário
Com o suporte técnico da Procuradoria da Casa, a solução apontada como a mais robusta juridicamente é a derrubada do veto do Poder Executivo. Segundo o procurador-geral da Aleto, Alcir Raineri Filho, o rito legislativo impõe restrições que impedem a tramitação de substitutivos para matérias já devolvidas ao Governo e publicadas. “Derrubado o veto, podemos avançar. Caso contrário, não vejo outra alternativa jurídica imediata”, pontuou Raineri, reforçando que a medida é o único trilho seguro para o prosseguimento da pauta.
Impasse e Limitações Regimentais
A complexidade do cenário reside em um detalhe técnico: a Assembleia não possui autonomia para reconsiderar atos que já cumpriram seu ciclo e foram oficializados no Diário Oficial. O deputado Valdemar Júnior esclareceu que, embora o valor de R$ 1.200 seja um ponto comum de concordância entre todas as esferas, o “ajuste de rota” legal é indispensável para evitar questionamentos judiciais futuros que poderiam suspender os pagamentos e prejudicar os servidores.
União das Categorias Estaduais
A mesa de negociações foi plural, contando com vozes de instituições fundamentais como Unitins, Ruraltins, Naturatins, Procon, Detran e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintet). Para Pedro Mourão, vice-presidente da Liga Sindical Tocantinense, o encontro foi fundamental para traduzir o “juridiquês” em esperança real. A compreensão dos ritos legislativos permite que os sindicatos atuem como multiplicadores da informação, mantendo a base mobilizada e confiante na construção de uma saída viável.
Compromisso com o Funcionalismo
A expectativa agora gira em torno da votação que definirá o futuro da Medida Provisória. Amélio Cayres reforçou que a Aleto mantém seu papel de mediadora e garantidora de direitos, trabalhando para que o entendimento administrativo se transforme em benefício concreto. A derrubada do veto, portanto, não é vista como um confronto entre poderes, mas como a ferramenta necessária para materializar um compromisso já assumido pelo Estado com seus colaboradores.


























