Pesquisa realizada no polo de Paraíso do Tocantins integra rede multicêntrica que investiga a exposição humana ao metal pesado em populações da Amazônia Legal.
A Universidade de Gurupi (UnirG) participou, no último dia 19, do II Encontro do Instituto Amazônico do Mercúrio (IAMER), realizado no Hub de Inovação Guamá, da Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém (PA).
União de cientistas em Belém
O evento reuniu pesquisadores, gestores e representantes das instituições que compõem a Rede IAMER para apresentação de resultados, troca de experiências e definição de estratégias voltadas ao fortalecimento das pesquisas sobre contaminação por mercúrio na Amazônia.
Estrutura avançada no Tocantins
A UnirG integra a rede por meio de um polo instalado no campus de Paraíso do Tocantins, onde são desenvolvidos estudos voltados ao monitoramento da exposição humana ao mercúrio. A estrutura conta com tecnologia especializada para a quantificação do metal em fios de cabelo.
Tecnologia de alta precisão
Entre os diferenciais do laboratório está o analisador direto de mercúrio DMA-80, equipamento de alta precisão que permite realizar análises sem etapas complexas de preparação das amostras. A tecnologia garante maior agilidade nos procedimentos e confiabilidade nos resultados, ampliando a capacidade da UnirG de participar de pesquisas multicêntricas de alcance nacional.
Foco na saúde humana
As investigações desenvolvidas pela rede têm como foco principal a avaliação dos níveis de exposição ao mercúrio em populações da Amazônia Legal. Os dados obtidos auxiliam na compreensão dos impactos da contaminação ambiental sobre a saúde humana e podem subsidiar ações de prevenção e vigilância em saúde.
Ciência fora dos centros
Segundo o pró-reitor de pesquisa e pós-graduação da UnirG, professor Drº Walmirton Bezerra D’Alessandro, a participação da universidade demonstra o potencial científico das instituições localizadas fora dos grandes centros.

Tecnologia moderna e avançada
“A integração ao IAMER possibilita à UnirG atuar em pesquisas estratégicas para a Amazônia com infraestrutura moderna e tecnologia avançada. Contribui ainda para a produção de conhecimento, fortalecendo a formação de pesquisadores e gerando impactos positivos para a sociedade”, destacou.
Expedições e coletas biológicas
Além das atividades laboratoriais, pesquisadores da universidade participam de expedições científicas em municípios e comunidades da Amazônia Legal para a coleta de amostras biológicas. O trabalho integra um amplo banco de dados que permitirá mapear e comparar os níveis de exposição ao mercúrio em diferentes regiões e grupos populacionais.

Alinhamento e cooperação futura
O encontro em Belém também serviu para alinhar novas etapas dos estudos, ampliar a cooperação entre as instituições participantes e discutir perspectivas futuras para as pesquisas.
Enfrentamento aos desafios ambientais
A atuação conjunta da rede busca produzir evidências científicas que contribuam para o enfrentamento de um dos principais desafios ambientais e de saúde pública da região amazônica.



























