Aproest articula expansão da agricultura irrigada no Tocantins em encontro com ministros

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Aproest articula expansão da agricultura irrigada no Tocantins em encontro com ministros

Associação apresentou o Polo de Agricultura Irrigada do Sudoeste do Tocantins e discutiu plano de desenvolvimento sustentável.

A Associação dos Produtores Rurais do Sudoeste do Tocantins (Aproest) avança na busca por soluções para fortalecer a agricultura irrigada no estado. No início desta semana, em Brasília-DF, representantes da entidade apresentaram o Polo de Agricultura Irrigada do Sudoeste do Tocantins e debateram a elaboração de um Plano de Desenvolvimento Sustentável. O encontro reuniu representantes de quatro Ministérios e teve como foco a integração de políticas que impulsionem a produção rural com responsabilidade ambiental.

Estratégia para crescimento e sustentabilidade

A proposta apresentada pela Aproest visa estabelecer diretrizes estruturadas para a agricultura irrigada, incluindo o fortalecimento da produção sustentável, o incentivo à adoção de práticas inovadoras e a ampliação do acesso ao crédito para investimentos e custeio. Além disso, o plano busca integrar produtores de pequeno, médio e grande porte, garantindo maior competitividade ao setor e a preservação dos recursos naturais da região.

Potencial de expansão e parcerias estratégicas

O presidente da Aproest, Wagno Milhomem, destacou a grandiosidade do projeto. “Atualmente, o Polo conta com 150 mil hectares irrigados por sub-irrigacão, um sistema mais econômico que o pivô central, e tem potencial de expansão para 500 mil hectares”, afirmou. Ele também ressaltou a parceria com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), que já resultou em 14 obras em andamento na região. Segundo Milhomem, os projetos executivos de engenharia e o licenciamento ambiental foram financiados pelos próprios produtores, enquanto o Governo Federal destinou os recursos para a execução das obras. “As primeiras três barragens elevatórias estão prontas para inauguração”, acrescentou.

Inclusão de pequenos produtores e desafios

Entre os principais desafios para ampliar a participação dos pequenos e médios produtores no Polo, está o acesso à assistência técnica e ao crédito para investimentos. Milhomem destacou a importância desse suporte especialmente para os 27 assentamentos da região. Ele também ressaltou a capacidade industrial de Lagoa da Confusão, que pode processar a produção de 2 mil hectares de açaí, embora apenas 130 hectares estejam efetivamente cultivados. “Precisamos incentivar a ampliação desse cultivo dentro da agricultura familiar”, frisou.

Modelo de gestão eficiente

O presidente da Aproest elogiou a política de estruturação dos polos agrícolas adotada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. O modelo coloca os produtores como protagonistas da gestão local, garantindo maior eficiência e acelerando a consolidação do Polo como um diferencial econômico para o Tocantins. “Esse formato dá mais agilidade ao processo e assegura que as ações atendam diretamente às necessidades dos produtores”, concluiu.

Presença de autoridades

A reunião contou com a participação de autoridades de três Ministérios: Wellington Dias, do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDAS); Waldez Góes, da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR); e Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), além de um representante do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

O vice-governador do Tocantins, Laurez Moreira, também esteve presente, acompanhado do presidente da Federação das Associações e Entidades Rurais do Tocantins (FAERTO), Marcino Pereira, do secretário executivo da FAERTO e presidente da Associação da Região dos Sete Lagos (Assentamento Loroty), Odilon Andrade, do reitor da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Luís Eduardo Bovolato, e de representantes do Banco da Amazônia (BASA) e de outras entidades do setor agrícola.

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