Operação intercepta quase uma centena de eletrônicos ilegais em Paraiso do Tocantins

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Operação intercepta quase uma centena de eletrônicos ilegais em Paraiso do Tocantins

Fiscalização em ônibus de viagem na BR-153 resulta na apreensão de 95 mercadorias de alto valor que viajavam escondidas e sem comprovação fiscal.

A atuação estratégica e o olhar atento da Polícia Rodoviária Federal (PRF) serviram mais uma vez como barreira contra o comércio ilegal de mercadorias no coração do país. No fim da tarde desta quarta-feira, 1º de julho, os agentes federais realizaram uma expressiva apreensão de 95 produtos eletrônicos de última geração que eram transportados de maneira totalmente irregular. A interceptação do carregamento clandestino aconteceu durante uma fiscalização de rotina no quilômetro 499 da BR-153, um dos trechos rodoviários mais movimentados no município de Paraíso do Tocantins.

A abordagem ao coletivo

O flagrante ocorreu por volta das 17 horas, momento em que os policiais rodoviários ordenaram a parada de um ônibus de transporte interestadual de passageiros. Ao iniciarem uma vistoria minuciosa no interior do veículo, os agentes notaram um detalhe suspeito na parte traseira do compartimento de passageiros: duas malas de grande porte que estavam completamente sem etiquetas de identificação de propriedade, uma tática frequentemente utilizada para evitar o vínculo do dono com bagagens suspeitas.

O conteúdo das malas

Ao abrirem as bagagens misteriosas para averiguação, os policiais se depararam com um verdadeiro estoque comercial oculto. No total, foram contabilizados 34 aparelhos celulares novos, 28 equipamentos eletrônicos diversos de alto valor agregado e outros 33 produtos correlatos. Toda a mercadoria estava embalada e pronta para a comercialização, evidenciando uma estrutura voltada ao abastecimento do mercado informal.

Ausência de notas fiscais

No decorrer da fiscalização interna, um dos guias responsáveis pela viagem se apresentou voluntariamente à equipe policial como o encarregado pelo transporte daquelas malas específicas. Embora tenha admitido aos agentes que “tinha conhecimento do conteúdo transportado”, o profissional não conseguiu apresentar nenhuma nota fiscal ou documentação legal que comprovasse a importação regular ou a origem lícita de todo aquele aparato tecnológico.

Destino à Receita Federal

Diante do cenário de clara ilegalidade e da total falta de comprovação tributária, os policiais configuraram a ocorrência, em tese, como o crime de descaminho, que lesa os cofres públicos ao burlar o pagamento de impostos obrigatórios. Todos os 95 eletrônicos foram imediatamente apreendidos e recolhidos pela corporação. O carregamento foi encaminhado para a sede da Receita Federal em Palmas, onde passarão pelos procedimentos alfandegários e legais cabíveis.

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