Oncologista Marina Vasco representa a região Norte no maior congresso de Oncologia Clínica do País

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Oncologista Marina Vasco representa a região Norte no maior congresso de Oncologia Clínica do País

Evento discutiu inovação, acesso e desigualdades regionais na oferta de tratamento oncológico.

O XXVI Congresso da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), realizado neste mês, no Rio de Janeiro, reuniu mais de 4.200 inscritos de 23 países, além de 481 palestrantes nacionais, 28 internacionais e 515 trabalhos científicos, números que consolidam o evento como o maior encontro da oncologia clínica brasileira. Com o tema “Inovação a serviço do acesso”, a edição deste ano se dedicou a analisar como avanços tecnológicos, terapias emergentes e novos modelos de cuidado podem, de fato, alcançar pacientes de diferentes realidades do País.

A médica oncologista Marina Vasco, representante da SBOC na região Norte, participou da programação científica, na mesa sobre a atuação dos representantes regionais na SBOC. Na ocasião, foram feitas discussões sobre os desafios de ampliar o acesso às terapias modernas em áreas onde a estrutura de atendimento ainda enfrenta gargalos históricos. Para ela, integrar o congresso também significa levar ao centro das discussões nacionais as especificidades de um território que convive com distâncias continentais, dificuldades logísticas e desigualdades que impactam diretamente a jornada do paciente oncológico.

“Participar do Congresso da SBOC como representante da região Norte é, ao mesmo tempo, uma responsabilidade e um chamado para ampliar o debate sobre desigualdades estruturais no cuidado oncológico. A ciência avança em ritmo acelerado, mas esses avanços não podem permanecer concentrados em poucos centros do país. Quando discutimos inovação a serviço do acesso, estamos falando de traduzir tecnologia, evidências e protocolos para realidades muito diferentes, desde capitais amazônicas que enfrentam barreiras logísticas históricas até municípios aonde o diagnóstico ainda chega tarde demais. Estar nesse congresso significa participar de uma construção coletiva que busca reequilibrar essas distâncias e garantir que o paciente, independentemente da região onde vive, tenha acesso a um tratamento digno, atualizado e eficaz”, completa.

Durante sua participação, Marina enfatizou também que a defesa do acesso equânime passa por fortalecer redes de cuidado capazes de conectar pesquisa, formação profissional e estrutura assistencial. Ela destacou que muitos dos avanços apresentados no congresso, como terapias alvo, estratégias de medicina personalizada e novos modelos de acompanhamento integral, só gerarão impacto real se forem acompanhados de políticas que descentralizem serviços e ampliem a capacidade de diagnóstico precoce em regiões remotas. “A transformação desse cenário exige integração entre instituições, investimentos contínuos e compromisso dos sistemas de saúde com a realidade dos pacientes que enfrentam longas distâncias e fragilidades estruturais”, pontua.

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