Ele vistoriou máquinas agrícolas na sede da Secretaria de Agricultura e inaugurou escola de tempo integral em Palmas. TSE determinou saída dele do cargo.
O governador cassado do Tocantins, Marcelo Miranda (MDB), apareceu publicamente pela primeira vez após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira (26). Ele foi a uma vistoria de máquinas agrícolas na sede da Secretaria de Agricultura e mais tarde à inauguração de uma escola de tempo integral na região central de Palmas.
Em entrevista, ele disse que o estado não pode parar e que vai recorrer da decisão do TSE. “Acredito que a decisão tomada nos dá também o direito de recorrer. Então estaremos firmes no propósito de lutar até o último segundo”.
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Governador cassado participou da vistoria de máquinas agrícolas (Foto: Divulgação/Governo do Tocantins)
O político teve o mandato cassado na quinta-feira (22), por irregularidades na campanha de 2014. A vice dele, Cláudia Lélis (PV), também foi atingida pela sentença do TSE, o que deve levar o governo às mãos do presidente da Assembleia Legislativa do estado, deputado Mauro Carlesse (PHS).
Nesta segunda a assessoria de comunicação dele divulgou uma nota sobre a decisão do Tribunal de Justiça do Tocantins de suspender o concurso da Polícia Militar e proibir o governador do Tocantins de praticar diversos atos administrativos. Conforme o documento, Marcelo Miranda (MDB) respeita a decisão, mas lamenta a ação e afirma que não há “nada que sustente a necessidade a mesma”.
Cassação
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou na manhã desta quinta-feira (22) os diplomas do governador Marcelo Miranda (MDB) e da vice-governadora Cláudia Lelis (PV). O processo, que analisa caixa dois durante a campanha de 2014, começou em 2015 após uma aeronave ser apreendida com R$ 500 mil em Goiás.
O advogado Thiago Boverio, que representa o governo, informou que vai recorrer da decisão. “Há muitos fatos para esclarecer. O próprio ministro disse que há muitos indícios e isso tudo será esclarecido nos embargos declaratórios. Quanto à execução, o que ficou bem claro é que o ministro tomou para si a possibilidade de decidir sobre isso”, disse.
O julgamento no TSE começou em 2017, mas o ministro Luiz Fux havia pedido para analisar o processo, que estava parado desde então. No primeiro julgamento, a relatora do processo, ministra Luciana Lóssio, votou contra a cassação da chapa de Marcelo Miranda. Porém, nesta quinta-feira (22) os ministros cassaram os diplomas por 5 votos a 2.


























