Em discurso no Plenário da Câmara Federal, deputado alerta que crimes sem punição mancham a imagem do país e colocam em risco a segurança da população.
Em um pronunciamento contundente na Câmara dos Deputados, o deputado federal Eli Borges afirmou que o Brasil não pode mais carregar o título de “país da impunidade”. Para ele, é urgente fortalecer a Justiça, garantir que crimes não fiquem sem punição e proteger de forma efetiva a sociedade brasileira.
A imagem do Brasil em jogo
O parlamentar ressaltou que a impunidade corrói a credibilidade do país tanto no cenário interno quanto no internacional. “Espero que quando a Austrália ou qualquer outra nação pedir algo do Brasil, possamos mostrar pulso firme, mas isso precisa começar dentro de casa. O Brasil não pode mais ser o país da robalheira”, frisou.
Polícia prende, mas Judiciário solta
Durante o discurso, Eli Borges também apontou falhas no sistema prisional e judicial brasileiro. Segundo ele, muitas vezes a polícia cumpre seu papel ao efetuar prisões, mas o Judiciário acaba soltando os criminosos por diferentes razões, como a falta de vagas nos presídios. “Esse ciclo de prende e solta gera revolta e sensação de insegurança para o cidadão comum”, destacou.
Caso de Caraíma como exemplo
O deputado citou ainda o caso ocorrido em Caraíma, que ganhou repercussão nacional. Um acusado, que deveria ter sido mantido sob custódia, acabou sendo liberado e, posteriormente, quatro pais de família foram assassinados. “Foi uma vergonha! Era evidente desde o primeiro momento que aquele cidadão representava risco. Esse episódio denigre a imagem do Brasil aqui dentro e também no exterior”, lamentou.
Justiça para restaurar a confiança
Eli Borges reforçou que a impunidade leva a sociedade ao desespero e cria um clima de medo coletivo. Para ele, é necessário “moralizar o contexto judicial do Brasil” e assegurar que criminosos sejam responsabilizados por seus atos. “Quando a impunidade reina, a sociedade entra em pavorosa. Precisamos garantir que bandidos paguem pelos seus delitos e devolver ao povo a confiança na Justiça”, concluiu.


























