Com o apoio do governador, Republicanos apresenta Oswaldo Stival, Coronel Barbosa e Eli Borges como peças-chave na chapa de Dorinha Seabra.
As movimentações de bastidores no Tocantins começam a ganhar contornos definitivos com a aproximação do prazo das convenções partidárias. Em um movimento estratégico, o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) sinalizou os nomes que devem capitanear a aliança governista ao lado da senadora e pré-candidata ao Governo, Dorinha Seabra (União Brasil). Mais do que nomes, as opções representam pilares estruturais da economia e da sociedade tocantinense.
Aliança Estratégica em Foco
A composição da chapa de Dorinha não é apenas uma formalidade eleitoral, mas uma resposta direta aos adversários Laurez Moreira, Vicentinho Júnior e Ataídes Oliveira. A escolha do vice é tratada como o “fiel da balança”, capaz de consolidar a liderança de Wanderlei Barbosa no estado e garantir a capilaridade necessária para vencer em regiões onde a oposição tenta fincar bandeira.
Poder do Agronegócio Sulista
Oswaldo Stival surge como o nome do equilíbrio regional e econômico. Reconhecido por sua liderança no setor produtivo, sua indicação visa blindar a região sul e sudeste, áreas de forte influência de Laurez Moreira. Stival traz para a chapa o respaldo do agronegócio, setor vital para o PIB estadual, e uma interlocução refinada com os grandes produtores rurais que buscam segurança jurídica e fomento.
Segurança e Ordem Pública
Por outro lado, o Coronel Márcio Barbosa personifica a pauta da segurança pública. O ex-comandante da Polícia Militar detém o respeito das tropas e atrai o eleitorado que clama por autoridade e políticas rigorosas de combate à criminalidade. Sua presença na chapa funcionaria como um ímã para os votos da “família militar” e para os cidadãos que enxergam na disciplina policial um modelo de gestão eficiente.
Mobilização Conservadora e Religiosa
Já o pastor Eli Borges representa a força do voto de opinião e a fidelidade da base evangélica. Com uma trajetória política consolidada e trânsito livre entre as lideranças religiosas de norte a sul do estado, Eli é visto como o nome capaz de mobilizar a militância conservadora de forma orgânica. Sua indicação reforça o compromisso do grupo com as pautas de costumes e os valores tradicionais.
O Quebra-Cabeça do Palácio
O desafio agora reside na habilidade de Wanderlei e Dorinha em realizar uma escolha que some sem dividir. Ao colocar três perfis tão distintos — agro, segurança e religião — sobre a mesa, o Republicanos demonstra força, mas também exige uma engenharia política precisa para evitar ciúmes setoriais. O “vice ideal” será aquele que conseguir unificar essas frentes, transformando o palanque em uma frente ampla e imbatível.


























