Através do Requerimento nº 17/26, a vereadora propõe regras rígidas para o apoio escolar especializado, priorizando universitários de Pedagogia e formação técnica.
A inclusão de alunos com deficiência na rede municipal de ensino de Gurupi está prestes a passar por uma reformulação estrutural. A vereadora Célia Lima protocolou o Requerimento nº 17/26, direcionado à Secretaria Municipal de Educação, que visa tirar a educação inclusiva do campo das intenções e trazê-la para o campo da eficácia técnica. A proposta busca regulamentar o perfil e as funções dos profissionais que atuam diretamente no suporte a alunos atípicos.
Rigor na Formação Técnica
O ponto central da proposta de Célia Lima é o fim do amadorismo no apoio escolar. A parlamentar exige que todos os profissionais da área possuam uma capacitação específica com carga horária mínima de 80 horas. O objetivo é garantir que quem acompanha a criança tenha ferramentas pedagógicas para lidar com as diversas especificidades do desenvolvimento infantil, transformando o período em sala de aula em um momento de real aprendizado, e não apenas de permanência assistida.
Prioridade para Futuros Educadores
A vereadora defende que a função de apoio seja um celeiro de prática para quem já respira a educação. Por isso, o requerimento sugere que seja dada preferência a estudantes de Pedagogia. “Não basta ter alguém na sala apenas para fazer companhia ou vigiar. O aluno com deficiência precisa de estímulo e suporte pedagógico real”, pontua Célia Lima. Para ela, o ambiente acadêmico do curso de Pedagogia oferece o embasamento necessário para que o desenvolvimento do estudante mude de patamar.
Organização da Rede Pública
Além da qualificação, o documento foca na gestão eficiente dos recursos humanos. Atualmente, a ausência de normas claras permite que profissionais de apoio acabem desviados de suas funções originais. A nova regulamentação proposta por Célia Lima pretende definir atribuições exatas e garantir que a lotação ocorra rigorosamente onde a demanda por inclusão é real. Essa organização evita sobrecargas e garante que nenhum aluno fique desassistido por falhas administrativas.
Respeito às Famílias Atípicas
O lado humano da proposta ressoa fortemente no apelo às famílias de Gurupi. Célia Lima destaca que a segurança emocional dos pais depende da confiança na escola. “Os pais e mães atípicos precisam de tranquilidade. Inclusão se faz com carinho, mas, principalmente, com técnica e preparo”, reforça a vereadora. A medida é vista como um pacto de respeito à cidadania, assegurando que o direito à educação de qualidade seja universal e efetivo para todas as crianças do município.
Aguardando Resposta do Executivo
O requerimento agora está sob análise da Secretaria Municipal de Educação. A expectativa da parlamentar e da comunidade escolar é que o Secretário acolha as sugestões para que as novas diretrizes sejam implementadas o quanto antes. Se aprovada, a mudança colocará Gurupi em um novo nível de excelência educacional, servindo de modelo para outras cidades que buscam humanizar e profissionalizar o atendimento especializado nas escolas.


























