Documento assinado por 21 dos 23 vereadores defende a democracia, o respeito ao voto popular e a estabilidade institucional na capital tocantinense.
Na tarde desta sexta-feira (19), o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, recebeu das mãos de vereadores um manifesto que reafirma a confiança no seu mandato e condena tentativas de impeachment sem fundamento jurídico. O documento contou com a assinatura de 21 dos 23 parlamentares, representando a ampla maioria da Casa Legislativa.
Defesa do processo democrático
O texto entregue ao gestor reforça que o impeachment, previsto na Constituição Federal, não pode ser banalizado como instrumento político. “Não é remédio para insatisfações administrativas, não é atalho para resolver disputas partidárias”, destaca o manifesto, sublinhando que apenas casos de crimes de responsabilidade comprovados justificariam tal medida.
Prefeito agradece gesto de confiança
Em seu discurso, Eduardo Siqueira agradeceu a demonstração de apoio e ressaltou a importância da união em tempos de adversidade. “Não tenho dúvida de que seremos três vezes melhores no final do que fomos nos três primeiros meses deste ano. Este é um marco na administração e entra para a minha história. Se tivermos de atravessar noites traiçoeiras, faremos isso juntos, de mãos dadas”, declarou.
Reconhecimento à lealdade de aliados
O prefeito fez questão de lembrar a fidelidade do secretário-chefe do Gabinete, Carlos Júnior, que o acompanhou mesmo em período sem mandato, recusando convites para cargos de relevância. Para Eduardo, esse gesto traduz a confiança e a lealdade que têm sustentado sua trajetória política.
Legitimidade do voto popular
No manifesto, os parlamentares recordam que Eduardo Siqueira foi eleito em 2024 com mais de 78 mil votos, demonstrando a confiança da maioria dos palmenses. Qualquer tentativa de afastamento sem provas concretas, alertam, seria “um ataque direto ao coração da democracia” e colocaria em risco a estabilidade da capital.

Vereadores reafirmam papel fiscalizador
O documento reforça que a Câmara Municipal segue vigilante no seu papel fiscalizador, mas sem abrir espaço para “atalhos autoritários” ou aventuras políticas que ameacem a governabilidade e prejudiquem os investimentos e serviços públicos em andamento na cidade.

























