Parlamentar tocantinense se manifesta contra aumento de impostos e alerta para a crescente judicialização das decisões do Legislativo.
O deputado federal Eli Borges (PL/TO) publicou um vídeo em suas redes sociais nesta semana demonstrando forte insatisfação com o que classificou como “interferência do Supremo Tribunal Federal (STF)” no trabalho do Congresso Nacional. O motivo da crítica foi a suspensão parcial, por decisão de um ministro do STF, da medida aprovada por mais de 380 deputados que barrava o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
“Isso é interferência!”, diz o deputado
No vídeo, Eli Borges questiona duramente o cenário atual da política brasileira. “Aprovamos a suspensão do aumento do IOF, mas o STF barrou parcialmente a decisão. Mais de 380 deputados disseram não ao aumento de impostos e um único ministro do Supremo tentou calar essa decisão. Isso é interferência!”, afirmou o parlamentar.
Crítica ao peso da carga tributária
O deputado também destacou que o Brasil está entre os países que mais cobram impostos no mundo e que o trabalhador brasileiro precisa dedicar cerca de 163 dias do ano apenas para pagar tributos. “Não podemos normalizar tanta gastança e tão pouca austeridade”, pontuou.
Governo federal também é alvo de críticas
Eli Borges aproveitou a ocasião para criticar o tamanho da estrutura administrativa do governo federal. Segundo ele, “na época do Bolsonaro eram 21 ou 22 ministérios, hoje são quase 40”. O deputado também fez referência aos altos custos com viagens do presidente da República e da primeira-dama, pedindo mais responsabilidade e corte de gastos.
Pedido por equilíbrio entre os poderes
O parlamentar finalizou sua fala pedindo que haja mais bom senso em Brasília e criticou o que chamou de “estado de exceção judicial”, referindo-se à constante judicialização de decisões políticas. “Que Deus tenha misericórdia do Brasil”, concluiu.


























