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Conselho Estadual de Educação Escolar Indígena toma posse em Palmas

Temos deliberado bastante com a Pasta e mantido um diálogo constante, que se fortaleceu nos últimos anos.

Com o objetivo de promover a participação indígena nas ações e programas referentes às escolas indígenas do Estado do Tocantins, o Conselho Estadual de Educação Escolar Indígena (Ceei/TO) foi empossado nesta terça-feira, 18, na sala de reuniões da Secretaria de Estado da Educação, Juventude e Esportes (Seduc).

Titular da Seduc, Adriana Aguiar

Compõem a gestão do Conselho, que atuará no biênio 2020/2022, representantes das etnias indígenas do Tocantins e de instituições que trabalham diretamente como os povos indígenas tocantinenses.

No Estado, cerca de 13 mil indígenas estão distribuídos em 165 aldeias, das quais 108 possuem escolas, incluindo extensões de outras unidades, para atender a uma demanda de 6,2 mil estudantes de sete povos – Apinajé, Javaé, Karajá, Krahô, Xanbioá, Xerente e Krhaô-canela. Cada um desses povos conta com quatro representantes no Conselho, que atuam respeitando as especificidades socioculturais de cada povo. Além dos conselheiros que representam seus povos, foram empossados também representantes de oito instituições.

A titular da Secretaria de Estado da Educação, Juventude e Esportes, Adriana Aguiar, destacou a importância do Ceei/TO no âmbito da educação indígena. “As políticas educacionais são frutos de planejamento. Nesse processo, o Conselho, por meio de seus representantes, traz a experiência de instituições que trabalham com os povos indígenas e, especialmente, dos representantes de cada povo, que trazem a vivência das realidades de suas respectivas comunidades”, disse.

Secretário Executivo, Robson Vila Nova Lopes

O Ceei/TO foi criado pelo Decreto Governamental nº 2.367, de 14 de março de 2005, e é sediado em Palmas. O Conselho é um órgão consultivo e deliberativo para assessoramento, vinculado à Seduc, conforme destacou o secretário Executivo, Robson Vila Nova Lopes. “Passam pelo Conselho Executivo todas as demandas das unidades de ensino presentes nas aldeias e todas as decisões são tomadas a partir daquilo que é discutido dentro das reuniões, pelos conselheiros”, pontuou.

O conselheiro Adriano Dias Gomes Karajá destacou que o diálogo do Conselho com a Seduc é um dos marcos do trabalho realizado no Tocantins. “Temos deliberado bastante com a Pasta e mantido um diálogo constante, que se fortaleceu nos últimos anos. Nós temos acesso direto à Secretaria e nossas pautas são recebidas de forma muito positiva. Para esse novo biênio, o nosso objetivo é fazer com que essas pautas passem cada vez mais a ter resoluções que fortaleçam a educação indígena tocantinense”, reforçou.

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