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Após morte de bebê, mãe faz campanha para ajudar famílias carentes: “transformando dor em amor”

Mãe arrecadará alimentos e roupas durante 66 dias, tempo em que Felipe ficou vivo depois de nascer prematuro. Doações serão entregues a famílias no dia em que completará um ano do nascimento do bebê.

A moradora de Palmas Luana Paula Feitosa, de 25 anos, decidiu fazer uma campanha para transformar a dor da perda de um filho em força para ajudar outras famílias. No ano passado, o bebê Felipe nasceu prematuro, teve uma série de complicações e ficou vivo por apenas 66 dias. Para ajudar a superar a perda, Luana teve a ideia de arrecadar alimentos, roupas e calçados que serão destinados a famílias carentes. A campanha vai durar 66 dias em alusão ao tempo em que o bebê permaneceu com vida.

Era 17 de agosto do ano passado. Luana estava com 29 semanas de gravidez e deu entrada no hospital com uma forte infecção de urina. Felipe nasceu prematuro de parto normal, ficou cinco minutos sem respirar, mas sobreviveu e foi levado para a UTI.

“Ele teve todas as complicações de um bebê prematuro, hidrocefalia, infecção na cabeça, problema pulmão, queda de plaquetas. Foi uma complicação atrás da outra, até que veio a óbito”, contou a mãe.

A morte de Felipe deixou toda a família abalada. Ele precisava fazer uma cirurgia, mas não foi possível devido ao quadro clínico. Depois da morte, veio a dor em conviver com a ausência de quem era tão esperado.

Luana conta que para ajudar na superação, teve a ideia de fazer a campanha. As arrecadações já começaram, mas o lançamento oficial será no dia 13 deste mês. A ideia é incentivar doações de alimentos e roupas durante 66 dias. A campanha terminará no dia 17 de agosto, data que fará um ano do nascimento de Felipe. As informações sobre o projeto serão divulgadas nas redes sociais.

“Mexe muito comigo, dói bastante porque acabo revivendo os momentos, mas ajudando outras pessoas vamos conseguir superar. Quando você passa por algo assim, não consegue ser a mesma pessoa, mas estamos conseguindo transformar a dor em amor. É o que estamos fazendo a cada dia”, completou ela.

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