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União entre Polícia e Judiciário garante boa segurança em Augustinópolis

A audiência pública realizada pela Assembleia e a OAB, na terça-feira, 21, em Augustinópolis, constatou que existe um bom controle da violência na região. Esse resultado, segundo as forças de segurança locais, provém da união entre Polícia, Judiciário e Ministério Público. A sessão foi dirigida pela presidente da Comissão de Segurança da Assembleia, deputada Luana Ribeiro (PDT), que estava acompanhada do presidente da OAB-TO, Walter Ohofugi,

O comandante geral do 9º Batalhão da Polícia Militar de Araguatins, major Valdeone Vieira da Silva, destacou o trabalho da Assembleia Legislativa e da OAB-TO em busca de soluções para a questão da segurança. O militar disse que é a primeira vez que a PM foi chamada para falar desse problema e que um dos fatores da violência na região é a falta de policiamento nas fronteiras entre o Tocantins e os estados Pará e Maranhão. Todavia, “no Bico, só temos resultados positivos, porque nós, da Polícia Civil, do Ministério Público e do Judiciário falamos a mesma língua”, ressaltou.

De acordo com delegado Evandro Gomes Pereira, na Delegacia de Flagrantes de Augustinópolis é necessário ampliar o quadro de pessoal. Atualmente ele trabalha com 18 agentes e 10 escrivães, para atender 14 cidades, embora sejam necessários pelo menos mais 20 policiais e 6 escrivães. Segundo os agentes do presídio, o local tem a capacidade para 60 detentos, mas conta com 90 encarcerados. Eles acrescentam que a estrutura é inadequada e precisa de reformas, que já estão previstas, mas não têm prazo para início.

Já os presos reclamam da alimentação, da falta de banho de sol, que ocorre somente uma hora por semana durante, além da rigorosidade em relação às visitas. Eles destacam as coisas são conduzidas de modo a dificultar a aproximação entre os detentos e seus familiares.

As autoridades apontam que junto às deficiências encontradas em Augustinópolis está a falta de mais magistrados. “Hoje, por mais que eu tente julgar todos os casos que chegam ate mim, é impossível; só no ano passado recebemos mais de 6 mil processos, julgamos pouco mais de cinco mil, e este ano já recebemos acima de mil casos”, queixou-se o juiz da comarca local, Jefferson Ramos.

O juiz de Axixá José Roberto apresentou o esboço de um projeto que propõe criar um conselho comunitário que irá representar a população nas decisões sobre a segurança. A deputada Luana disse que a matéria do Juiz será incorporada nas propostas final da Gestão Compartilhada.

A visita em Agustinópolis foi a penúltima da série que iniciou em junho do ano passado em Porto Nacional e já percorreu  seis cidades de interior e encerrará em Palmas, em uma data a ser definida.

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