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Golpista engana pecuaristas e compra gado com cheque sem fundo no TO

Homem levou 60 cabeças de gado e deu prejuízo de R$ 50 mil. Dois pecuaristas foram enganados em Dueré, no sul do Tocantins.

Dois pecuaristas de Dueré, no sul do Tocantins, foram vítimas de um golpista e perderam mais de R$ 50 mil. Imagem2Segundo eles, um homem chegou nas fazendas querendo comprar gado. O suposto comprador deu cheques sem fundos como garantia e levou 60 cabeças de gado.
Para Gonçalo Ferreira da Costa, o golpista deu um cheque de R$ 83,3 mil prometendo comprar o gado e a própria fazenda. Ele levou 30 animais do local.

“Pela presença dele ninguém falava que era capaz disso. Era um cara de boa pinta, conversa sempre aprumada. E a gente caiu na lábia”, contou.

O homem levou o gado antes de o cheque ser descontado e o produtor só ficou com o prejuízo.

A outra vítima foi Bento Gonçalves, que tem uma fazenda vizinha. Ele vendeu
outras 30 cabeças de gado para o golpista e recebeu promessa de que R$ 24 mil seriam depositados na conta bancária dele.

Imagem3“Combinamos rapidinho no preço. Aí ele marcou comigo ‘não você leva lá para o seu Gonçalo’ e coloca junto com as vacas. Eu trouxe tudo e coloquei aqui junto com as vacas que tinha comprado do Gonçalo”, disse Gonçalves.

Outro fato relatado pelas vítimas é que enquanto o gado era colocado no caminhão, o suspeito distraía Gonçalo em outro ponto da propriedade. Justamente para ele não identificar os caminhões que estavam levando os animais.

Investigações
Imagens do circuito interno de uma casa lotérica na cidade de Formoso do Araguaia, também na região sul, podem ajudar nas investigações. Isso porque as vítimas reconheceram o suspeito e a caminhonete dele.

A Polícia também quer descobrir como o suspeito conseguiu emitir a Guia de Transporte de Animais. Segundo a delegada Elaine Machado, no documento, a carga estava destinada ao município de Nova Crixás (GO).

“A gente não sabe se foi com a anuência de alguém ou essa pessoa desconhecia. Mas o fato é que consta uma saída de gado de um criador que não é verdadeira. E isso dificulta a localização dos animais. O que tem que apurar agora é se essa movimentação se deu com o conhecimento do criador ou de algum funcionário”, informou a delegada.

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