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Formoso do Araguaia é destaque em livro auto biográfico do ex-governador de goiás e criador do Projeto Rio Formoso Ary Valadão

No livro lançado recentemente, “Ary Valadão, da prefeitura de Anicuns ao Palácio das Esmeraldas” escrito por Ubirajara Galli, conta a história em que o ex-governador Ary Valadão notabilizou-se pelo Projeto Rio Formoso que ficou conhecido internacionalmente

O livro conta a história em que as metas do ex-governador era fazer do estado de Goiás, o celeiro Agrícola do País. Sendo que a disposição para o trabalho, era a palavra que nunca faltou em sua trajetória política e em todas as frentes da sua existência.

Ary - 01Para materializar seu plano de produção agrícola, foram criados projetos que seriam implantados nas regiões nordeste e norte de goiás, para promover o desenvolvimento socioeconômico, nomeados de Alto Paraíso, Rio do Sono e Rio Formoso, sendo os dois últimos no vale do Araguaia.

O primeiro projeto a ser implantado e que acabou funcionando foi o Projeto Rio Formoso, localizado no município de Formoso do Araguaia a 284 km da Capital Palmas, vendido a cooperativas que se constituíram.

De acordo o livro, Projeto Rio Formoso que tinha coordenação técnica a
cargo do engenheiro Oton Nascimento Júnior foi pioneiro em Goiás, no uso de tecnologias modernas na exploração de terras. Principalmente na mecanização da agricultura, para obter safras ininterruptas. Aonde estudos demonstraram que eram extremamente férteis as camadas de terra preta do vale do Araguaia, propicias a prática de lavouras irrigadas em alta escala, sobre tudo, de alta excelência para o cultivo do arroz.

Ary - 04Considerado o maior projeto de área irrigados contínua do mundo, foi desenvolvido em três etapas. A primeira foi implantada entre julho e dezembro de 1979, numa área de 4 mil e 300 hectares, com a primeira colheita iniciada em junho de 1980,

presenciada pelo ministro da Agricultura Amaury Stabile, que de Cético, desconfiado do projeto “se tornou entusiasta do empreendimento, a ponto de transmitir a todo o Brasil mensagens dizendo do valor dos investimentos como aquele no progresso do Brasil”.

Sendo que essa primeira área posta à venda pública foi rapidamente adquirida por agricultores de Goiás e do Rio Grande do Sul. Os recursos alocados para a primeira etapa do projeto foram por conta do erário estadual. Somente depois do êxito alcançado, houve contribuição de recursos federais para a segunda e terceira etapas do projeto.

A segunda área concluída em junho de 1981, com seus canais de irrigação e drenagem, diques de produção, dois Ary - 02grandes reservatórios e demais estruturas para o seu pleno funcionamento de produção agrícola, foi adquirida pela Cooperjava, Cooperativa formada por agricultores e empresários de Goiás.

A terceira área, situava-se numa faixa de terra mais alta margeando o Rio Formoso, com a extensão de 7 mil hectares somada aos seus mais de 6 mil hectares num plano mais baixo à margem do Rio Calumbi. Iniciada no final de 1981, foi concluída em 1982, ficando inconcluso o restante da área de 6.000 por causa da estação chuvosa.

As finalidades esperadas com a implantação do Projeto Rio Formoso foram atingidas, criando tecnologias própria para arroz produzido em alta escala, com colheitas superiores às produzidas no Rio Grande do Sul; pelo qual motivou a iniciativa privada a investir em projetos dessa natureza; fixou uma unidade de Cibrazem para secagem, beneficiando e estocagem de arroz com capacidade 60.000 toneladas ano.

Na época, o ex-governador de goiás Ary Valadão ainda investiu na malha viária, construindo pontes sobre os Rios
Formoso e Calumbi, criando acesso que não existia à Rodovia Belém Brasília; construiu deposito de cereais e uma
escola de primeiro grau para receber estudantes da comunidade envolvida com o projeto.

Ary - 05Com o projeto funcionando e mostrando sua capacidade de retorno, compensando o alto investimento, em três anos ocorreu uma fenomenal valorização do hectare em quase mil por cento.

A implantação do Projeto Rio Formoso que foi considerado o maior de todos os continentes, em área continua de arroz irrigado, chamou a atenção de vários países que queriam conhecer a sua pioneira tecnologia de produção. Entre, os quais, o Japão, onde Ary Valadão foi convidado pelo ministro da Agricultura do Japão para comentar sobre a sua experiência da criação bem-sucedida do projeto.

As dificuldades não foram poucas, até então por se tratar de um empreendimento de difícil compreensão para os goianos, até mesmo, inclusive, para o secretário de Agricultura do governo na época, que era contra a sua implantação. Tudo por ser portador de uma tecnologia de produção nunca antes vista pelas bandas de Goiás.

Ary - 03Só depois da visita de Delfim Neto e do Presidente Figueiredo para participar da primeira colheita de arroz do Projeto, que Ary Valadão ex-governador conseguiu verba federal para a segunda etapa do empreendimento tão sonhado, sendo que a primeira foi toda dos cofres goiano.

Depois de uma série de dificuldades, o governo Ary Valadão encontrou com o gaúcho Pedro Telemos de sá, um gaúcho que acreditou e trabalhou muito para a implantação do Projeto Alto Paraiso, que depois de uma longa conversa deu a sugestão de venda do projeto por meio de um programa federal denominado “Proterra”.

Sendo que depois do Projeto ser aprovado em regime de urgência pela Assembleia Legislativa de Goiás, foi criada em agosto de 1979, a Cooperativa Agroindustrial Rio Formoso Ltda. Cooperformoso. Presidida pelo gaúcho Pedro Telemos com um quadro social de cooperados, composto de 22 gaúchos e dois goianos.

Com a primeira etapa do Projeto Rio Formoso, nas mãos da Cooperativa, com a infraestrutura pronta para receber o primeiro plantio, algo totalmente novo aconteceu na história do plantio de arroz no país. Com apenas uma ligação do governador Ary Valadão ao seu compadre Golbery, Pedro Telemos conseguiu em um tempo recorde cinco aviões da Ary - 06Embraer que protagonizaram o primeiro plantio aéreo de arroz no país, quando foram semeados 2.300 hectares.

Sendo que ainda agora em 2015, o Projeto Rio Formoso é a área mais produtiva de plantio de arroz e soja no país, e no intervalo das duas culturas, trabalham com o cultivo da melancia. Ocasionando com isso geração de emprego, renda e uma melhor qualidade de vida aos moradores daquele município, tudo isso pelo fato de ter alguém visionário e que acreditasse no potencial de uma região tão promissora.

Imagens do Livro.

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