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Após 4 meses de greve, médicos peritos voltam ao trabalho no TO

Após quatro meses de greve, os médicos peritos voltaram ao trabalho no Tocantins nesta segunda-feira (25). Segundo a assessoria de comunicação do INSS, dos 13 profissionais do estado que atendem em agência, apenas dois aderiram a paralisação, um em Palmas e outro em Araguatins. O movimento começou no dia 4 de setembro do ano passado.

Segundo o INSS, na capital há dois médicos peritos. O profissional que estava em greve chegou a retornar ao trabalho antes do fim da paralisação, mas logo em seguida teria entrado de férias. Ele retorna do recesso nesta segunda-feira.

Já em Araguatins, há apenas um médico. Com a adesão à greve, as marcações deixaram de ser feitas no município. O atendimento já foi normalizado na cidade.

Além de Palmas e Araguatins há médicos peritos nas cidades de Arraias, Dianóplis,Tocantinópolis, Gurupi, Colinas do Tocantins.

De acordo com o INSS, “ao contrário do que diz a associação dos médicos peritos quando se refere ao retorno em ‘estado de greve’, em que os peritos atenderiam apenas parte da demanda, o INSS esclarece que a regra de priorização do atendimento é definida pelo próprio Instituto e está estabelecida nos seus normativos.”

O órgão afirma ainda que “a Central de Atendimento 135 está à disposição para orientar a população e também para realizar os agendamentos e/ou reagendamentos necessários.”

Reivindicações
Os médicos peritos reivindicavam jornada de 30h semanais, sem perdas salariais, incorporação de 100% da GDAPMP, redução dos níveis de progressão salarial de 16 para 10, recomposição salarial de 27%, recomposição do quadro de peritos e fim da terceirização da perícia médica, entre outros.

Conforme o INSS, “à categoria, foram oferecidas as mesmas condições e reajustes apresentados às demais carreiras com acordos já firmados ao final de 2015. O principal ponto de discordância, e que motivou o não retorno de parte dos peritos à atividade, é a exigência de redução da jornada de trabalho, de 40 horas para 30 horas semanais, sem a correspondente redução da remuneração. O governo já sinalizou com a possibilidade de estudar a implantação da jornada de 30 horas, mas propõe que isso ocorra em um contexto de reestruturação da carreira.”

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